O padre Antonio das
Graças Lisboa foi uma figura que deixou marcada sua passagem pela “terra
Tataguaçú”, se igualando aos grandes nomes da cidade. Porém, pouco se sabe
sobre sua vida e sua biografia nunca foi levantada, nem para homenageá-lo
(aliás, homenagens aos seus vultos e aos seus anônimos, que de alguma forma
contribuíram para o engrandecimento desta terra, é uma coisa que Queimadas não
sabe fazer). Raras forma as iniciativas neste sentido, eu, por exemplo, só
tenho conhecimento de uma ação da professora Hilda, que tentou fazer alguma
coisa com uma turma da escola Ernestão, mas não sei se o projeto foi adiante.
Buscando dados para o
meu livro “Terra Tataguaçú” (no prelo), achei na Internet uma preciosidade: a
vida, religiosa, do padre Antônio Lisboa, contada por ele mesmo, a um
jornalista cajazeirense.
UMAS ENTRE AS MILHARES FOTOS DE BATIZADOS REALIZADOS PELO PADRE LISBOA.
VAMOS AO MATERIAL DA REPORTAGEM:
DO SITE O BE-A-BÁ DO SERTÃO
(Cajazeiras Pb)
Acesso em
28.07.2013
PINGOS QUENTES
Como serão
as comemorações dos Garotos de Ouro
O Padre
Antônio Lisboa da Graça foi, na verdade, um dos grandes mestres e colaboradores
do Seminário Nossa Senhora da Assunção, de Cajazeiras, nos seus primeiros
tempos. Ele fez parte da luta inicial de “Os Garotos de Ouro”.
Convidado a
participar do livro “OS GAROTOS DE OURO”, que será lançado no próximo dia 20,
às 14:00h, no auditório da Estância Termal do Brejo das Freiras, o Padre
Ecônomo respondeu com muita sabedoria e lucidez, apesar dos seus oitenta e sete
anos de idade.
Assim se expressou:
Currículo:
“Ordenei-me padre em João Pessoa,
no dia 30 de novembro de 1950. Fiz todo o meu estudo de preparação para a vida
eclesiástica, no Seminário da Arquidiocese.
No ano seguinte, após a minha
ordenação, 1951, fui mandado para a Diocese de Cajazeiras, quando era bispo
diocesano Dom Luís Mousinho do Amaral. Dom Mousinho, atendendo a um pedido do Arcerbispo
da Paraíba, Dom Moisés Coelho, cedera um Padre de sua diocese para ensinar
Teologia no Seminário de João Pessoa. O professor teólogo, no caso, foi o Padre
Francisco Sitônio, que estava voltando de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, onde
tinha ido fazer o curso de teologia. Tinha terminado o seu estudo naquele mesmo
ano, 1950.
Nessa primeira ida para a Diocese
de Cajazeiras, eu fiquei em Itaporanga, como cooperador na Paróquia, em que era
vigário o Cônego Manuel Firmino, e como capelão do colégio das freiras. No
colégio, eu ensinei religião e dei aula de português.
Depois de um ano, voltei para a
Arquidiocese e, durante quatro anos, fui ser cooperador na Paróquia de Nossa
Senhora da Boa Viagem e Capelão do Colégio Nossa Senhora do Rosário das Dorotéias,
em Alagoa Grande.
Ao ser inaugurado o Seminário de
Cajazeiras, Dom Zacarias, que era o bispo da Diocese, precisando de alguém para
ajudar nos trabalhos do Seminário, pediu à Arquidiocese um padre para suprir a
necessidade do momento. E, eu que já tinha estado na Diocese, anteriormente,
fui designado para ir, novamente, prestar serviço nessa Diocese. Fiquei, desta
vez, trabalhando no Seminário, no lugar de ecônomo e professor de teoria
musical aos alunos. Permanecia durante a semana no Seminário e, nos fins de
semana, atendia no serviço da pastoral, na paróquia de São José de Piranhas, a
antiga Jatobá.
Em Cajazeiras, dava também
assistência nas celebrações religiosas no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, das
Dorotéias, como Capelão do Colégio.
Depois de três anos, já voltando
de novo para a Arquidiocese, Dom Otávio de Aguiar, então, bispo de Campina
Grande, tendo carência de Padres na Diocese, conseguiu do Arcebispo da Paraíba
a minha permanência na sua Diocese, por um tempo indeterminado, e por esse
motivo tive que ficar ainda fora da Arquidiocese. Fato que permaneceu e
determinou que até hoje, já aposentado, eu continue fora da Arquidiocese e
definitivamente esteja na Diocese de Campina Grande.
Nesta Diocese exerci praticamente
todo o meu ministério sacerdotal. Fui capelão, professor de latim e de religião
no Colégio Nossa Senhora da Conceição, colégio da Damas, em Campina Grande.
Professor de religião no Colégio Pio XI, também, em Campina Grande. Fui
vigário, 11 anos, na paróquia de Pocinhos(PB), onde fui também professor de
português e francês, no Colégio Padre Galvão, desta cidade. Fui pároco, 27
anos, na Paróquia de Nossa Senhora da Guia, em Queimadas - PB.
Agora, sem mais paróquia e sem
nenhum cargo, sou um paroquiano da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, Campina
Grande. E como padre, sou um voluntário disponível, para ajudar ao pároco da
Paróquia, nas suas atividades pastorais, naquilo que é possível”.
Depoimento:
O Padre
Antônio Lisboa apresentou o seu depoimento sobre a passagem pelo Seminário
Nossa Senhora da Assunção.
“Eu trabalhei no Seminário de Cajazeiras já
numa segunda ida minha à essa Diocese.
Antes, eu tinha estado na Diocese
de Cajazeiras, na Paróquia de Itaporanga, quando era bispo Diocesano Dom Luís
Mousinho do Amaral.
Na Segunda vez, era bispo
Diocesano Dom Zacarias Rolim de Moura, cuja solicitação à Arquidiocese da
Paraíba me fez voltar a essa Diocese e fixar minhas atividades do ministério
sacerdotal no Seminário, que se inaugurava na ocasião.
Este acontecimento foi para mim
um presente do céu. Encontrei, de fato, nesse campo de trabalho, um ambiente
rico de lições de vida. Vi o Seminário bem organizado. Tinha o Padre Luiz
Gualberto à frente da grande responsabilidade de formar padres na Diocese. Tive
a graça que Deus me concedeu de conviver com ele, durante três anos, num clima
de verdadeira fraternidade, de promissoras esperanças nas vocações orientadas
por ele, o Padre Gualberto, que era o Reitor do Seminário. Percebia-se que
exercia sua missão, de Reitor, com o senso de verdadeiro educador. Consciente
do seu verdadeiro papel de formador de padres, o fazia com espírito de total
doação e de muito amor à causa.
Acrescente-se a tudo isso o que
se pode considerar pontos muito positivos na formação de um clero bem formado,
a solicitude do Bispo Diocesano, Dom Zacarias, que não media esforços para que
tudo andasse da melhor maneira possível. Era um exemplo de bom administrador,
tanto no que diz respeito ao bem espiritual, quanto mesmo à gerência dos bens
temporais.
Tudo isso, realmente, foi para
mim, como modesto colaborador nas tarefas que assumi no trabalho de ajuda no
setor da educação, motivo para me sentir no Seminário uma pessoa realizada e
feliz”.
* Chico
Cardoso é Teatrólogo e Jornalista.
Coluna
transcrita do Jornal Gazeta do Alto Piranhas(Edição 347), o jornal de maior
circulação na região do Alto Sertão da Paraíba.
*O texto
acima serve para seu entretenimento. As opiniões expressadas neste são de
responsabilidade exclusiva dos autores e não representam, necessariamente, as
opiniões do portal O bê-á-bá do Sertão ou de qualquer afiliado ou funcionário.
Comentário(s)
Chico
Cardoso, o depoimento do Padre Lisboa me fez recordar, com intensa alegria e
saudade, os tempos do Seminário. Ainda me lembro dele dirigindo a velha
caminhonete chevrolet ou regendo o coral com aqueles longos braços. Grande
homem o Padre Lisboa. Que saudade. Um abraço, Chico.










Deus,me deu uma grande e unica oportunidade,de ser criada por ele,aprendi,a ser a pessoa que sou,saudades e muito amor ,Cristo nos uniu e ele cuidou da minha familia,foi meu pai na terra,só tenho agradece a vocês por esta linda homenagem,ele merece,apesar de nunca ter gostado de se expor ,Ele era um escolhido de Deus e acima de tudo foi honesto até o final de sua vida e dedicou=se a vida espiritual até o fim;saudades e muitas lembranças foste o melhor de minha infancia;
ResponderExcluirRanuce Veronica,foi eu que escrevi,só que saiu no msn da minha filha;
Excluir